
Eu tirei poucas fotografias na minha infância, e as poucas se perderam no tempo. Foram quase todas guardadas em binóculos, alguns foram se perdendo e esquecidos nas gavetas sem serem revelados, e com a passagem do tempo se deterioraram.
Depois de muitos anos, retornei a minha Terra natal, estava muito ansiosa para rever as velhas fotografias, que minha Avó ainda guardava, mas fui surpreendida com a avassaladora notícia que não seria possível revê-las, pois as mesmas também não resistiram a passagem do tempo. Naquele momento foi-se a esperança de rever-me, a criança se perdeu entre tantas estações.
Hoje relembrando de algumas fotografias, tiradas na minha adolescência, dentre tantos guardados, também não as encontrei, imagino que nas idas e vindas se perderam em algum lugar.
Mas tenho uma boa memória da minha doce infância, a fotografia em mim permaneceu viva, memórias inesquecíveis, lembro perfeitamente a imagem da criança que fui... Lembro-me perfeitamente da beleza dos campos onde andei, absorvi cada Outono, cada Inverno, cada Verão e cada Primavera, absorvi todo o cenário vivo e real, vida vivida e não imaginada... Mas o rosto da menina de minha infância lembro-me muito bem. Hoje eu tenho apenas memórias, memórias de mim.
Zazá Olíver
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